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sexta-feira, 18 de março de 2011

Veja 5 fatores que podem atrapalhar sua empregabilidade


Você sabe o que é empregabilidade? De acordo com oconsultor de coaching da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Jonas Tokarski, é o conjunto de qualidades de quem é empregável; e são fatores relacionados à empregabilidade que podem afetar, ou não, as chances de um profissional ser chamado para uma entrevista.
Em outras palavras, quem manda currículos, mas não é chamado paraentrevistas, pode estar com problemas na empregabilidade.
ProblemasAinda segundo Tokarski, são diversas as ocorrências que podem impactar a empregabilidade de alguém, contudo, cinco se destacam. Veja a seguir:
Vocação: o profissional, diz o especialista, primeiramente necessita avaliar se gosta do que faz e do que está sendo proposto pela empresa. Pois, ao gostar do que se faz, as realizações tornam-se mais fáceis;
Competências: após checar se gosta ou não do que faz, é necessário fazer uma análise das competências. Você atende às exigências da empresa? Neste sentido, observa Tokarski, a pessoa deve checar a preparação acadêmica, o domínio de idiomas e a atualização constante dos conhecimentos. “Hoje em dia, após dois, três anos do último curso, o profissional já é considerado desatualizado”;
Marketing pessoal: não tem jeito, o mundo atual exige uma boa imagem. Dessa forma, diz o consultor, é necessário construir uma boa imagem no ambiente corporativo e entre os profissionais do ramo para aumentar a empregabilidade;
Contatos: apesar do Brasil ainda não ter uma cultura consolidada de networking, diz Tokarski, manter contato com os colegas de profissão é essencial para aumentar as chances de um bom emprego – neste sentido, as redes sociais são grandes aliadas -, sendo que, para agregar contatos ao networking, é necessário fazer cursos.
 “O ideal é que a pessoa tenha um bom relacionamento com amigos, se faça lembrar, não esquecendo de cumprimentar as pessoas em datas importantes, como aniversário, por exemplo. O importante é sempre manter as pessoas por perto”.
Saúde: por fim, avalia o especialista, o profissional precisa dar atenção especial à saúde, pois “ o entrevistador percebe se a pessoa tem problemas neste sentido, se está desatenta ou com sono, por exemplo”.

Fonte: infomoney

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Interagir fora da empresa com colegas ajuda a aumentar produtividade


Há quem considere o almoço com colegas  da empresa ou a participação em happy hours uma imensa cilada. Contudo, de acordo com o headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Clayton Pinto, momentos como estes podem ajudar a melhorar a produtividade.
“São nos momentos de interação fora do ambiente de trabalho que as pessoas se conhecem um pouco melhor e, assim, por admirar seus pares, tenham uma razão a mais para trabalhar naquele lugar. Tenham orgulho do time e acabem aumentando a produtividade ”, diz.
O contrário, ou seja, não participar de consecutivos eventos, explica, pode acabar dando uma falsa impressão de arrogância e prejudicar a carreira do profissional tanto dentro como fora da empresa.


Contato
Além de ajudar na produtividade, a interação com colegas da empresa fora do ambiente de trabalho é importante para fomentar a rede de relacionamentos.
“Por isso, é importante cuidar da imagem nestes momentos e não fazer nada de forma exagerada, sobretudo nos happy hours, quando há bebida. Um comportamento inadequado nestes momentos pode marcar um profissional e fazer com que, no futuro, um colega deixe de indicá-lo para uma posição, pois tudo é questão de credibilidade”.
Além disso, orienta, para ter sucesso nos momentos de descontração, evite falar de assuntos polêmicos, como religião e política e, em hipótese alguma, fale mal de alguém da empresa. Contudo, alerta, esteja preparado para falar de trabalho, já que nessas ocasiões o assunto é praticamente inevitável.


Líder
No que diz respeito ao líder, o headhunter da De Bernt diz que, se ele for convidado, é importante participar. Neste caso, contudo, tanto líder como subordinados devem ter atenção redobrada ao comportamento, já que o primeiro serve de exemplo e os segundos certamente estarão de alguma forma sob avaliação.
Por outro lado, se o líder não for convidado, mas quiser convidar sua equipe, o ideal é que faça isso para comemorar uma meta atingida, por exemplo, algo que, inclusive, é considerado simpático pelos colaboradores.

Fonte: infomoney

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

As carreiras do momento no mercado de TI

O mercado de computação em nuvem e de aplicações em plataformas móveis são listados nos rankings das principais tendências de tecnologia há algum tempo, mas só a partir de 2011 esses segmentos devem realmente decolar. Com isso, os recrutadores já buscam preparar as melhores equipes para esse movimento.
Uma pesquisa anual da IBM em todo o mundo identificou que profissionais com habilidades em cloud computing e mobilidade serão os mais procurados nos próximos cinco anos. Dentre os dois mil profissionais de TI ouvidos, 91% esperam que a computação em nuvem supere as infraestruturas tradicionais como modelo primário de entrega de computação até 2015.
Além disso, 55% acreditam que, no mesmo prazo, as aplicações para dispositivos móveis superam os modelos tradicionais de desenvolvimento para PCs e servidores. Com essas crenças, é natural que as expertises nessas áreas sejam as mais buscadas.
Como efeito colateral, os profissionais de data centers, que empregam milhares de pessoas, devem se preocupar em adquirir um grande número de novas habilidades relacionadas aos novos conceitos. “A automação de tarefas reduz a necessidade de expertise em instalação de tecnologias e de aplicações, já que os fornecedores entregam produtos completos e integrados. Isso vai exigir uma mudança de área de uma boa parcela dos profissionais atuais”, avalia o gerente global de canais da IBM, Bob Getchell.
Getchel afirma que os funcionários dessas áreas devem aprender a projetar catálogos de serviços, definir templates de oferta, além de escrever fluxos de trabalho técnicos e de negócios para automatizar requisições de serviços.
No campo das aplicações, os profissionais terão de entender como as várias plataformas móveis são construídas e mudar a metodologia de desenvolvimento. Segundo o vice presidente de relações com desenvolvedores de software da IBM, Mark Hanny, entender a experiência do usuário é mais importante do que nunca no campo móvel. Outro conhecimento imprescindível será HTML5, elemento fundamental para a mobilidade.

Outras oportunidades
Além de computação em nuvem e desenvolvimento de aplicações móveis, os profissionais pesquisados pela IBM esperam que mídia social e soluções analíticas e de BI (business intelligence) ofereçam oportunidades para crescimento na carreira de TI e um emprego seguro.
Quanto às indústrias com maior potencial de contratação, entram telecomunicações, serviços financeiros, saúde e energia. A pesquisa indica que nove em cada dez profissionais acreditam que os profissionais de TI precisam ter conhecimentos específicos da indústria que pretendem atuar e que esse fator se tornou mais crítico do que nunca em áreas técnicas. Apesar disso, somente 63% julgam que possuem esse conhecimento necessário para se manterem competitivos.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Empresas estimulam profissionais de TI a ampliarem conhecimentos

As corporações reconhecidas pelo desenvolvimento de excelentes planos de carreira para seus profissionais – como o caso de Johnson & Johnson e Xerox – têm buscado um novo perfil para os funcionários de TI. Essas organizações dão prioridade para pessoas com perfil colaborativo e que estejam dispostas a trabalhar em diferentes áreas da empresa e não apenas no departamento de tecnologia.
"Acredito que contratar funcionários para um trabalho único e exclusivo é uma ideia do passado", afirma CIO da Johnson & Johnson, LaVerne Council. Em vez disso, ele e outros gestores de TI têm focado no desenvolvimento de programas de job rotation (rotação de trabalhos), com o intuito de oferecer a experiência em diferentes setores da organização. "Nós temos um processo de gestão de talentos, no qual ajudamos nossos funcionários a direcionar a carreira em diferentes funções, de negócios até tecnologia", explica o CIO da fornecedores de produtos industriais WW Grainger, Tim Ferrarell.
Até o momento, essa estratégia parece estar funcionando. Ferrarel, por exemplo, começou na Grainger em gerenciamento de propaganda e produtos, mudou-se para marketing e estratégia e, há sete anos, atua no departamento de tecnologia. O mesmo aconteceu com Jim Ryan, atual CEO da Grainger, que anteriormente exerceu a função de CIO.
Na Xerox, a tendência é similar. O executivo que comandou a transformação da companhia – de uma fornecedora de hardware para uma prestadora de serviços – é ex-gerente do portfólio de aplicações. "O muro anteriormente impenetrável entre o departamento de TI e de negócios tornou-se permeável", brinca o CIO da fabricante, John McDermott.
Na indústria alimentícia General Mills, a estratégia de carreira gira em torno de contratar os melhores e mais brilhantes profissionais e, em seguida, mantê-los engajados para trabalhar o resto de suas carreiras com a empresa, que faturou 14,8 bilhões de dólares em 2009.
O tempo médio de permanência na General Mills é de cerca de 13 anos para os profissionais de TI em geral e de 16 anos para um gerente de TI. A rotatividade é inferior à média da indústria, que é de 5%. Igualmente notável é que mais de 15% dos funcionários de tecnologia da empresa têm MBA.
"Estamos procurando maneiras de atrair pessoas talentosas e que queiram ficar bastante tempo na empresa. Quando vamos contratar alguém, realmente queremos que ela pertença à nossa organização", diz Chris Perretta, CIO da State Street.
 Fonte:  Computerworld

quinta-feira, 10 de junho de 2010

As 13 perguntas mais clássicas de entrevista de emprego

São Paulo – A entrevista é a etapa mais importante de um processo de seleção. É o momento em que, olhando nos olhos do candidato, o recrutador consegue comprovar intuições e tirar todas dúvidas possíveis. Só depois disso, ele estará apto para bater o martelo sobre a contratação ou não.
“Essa é a hora da verdade. O candidato tem que fazer de tudo para encantar o recrutador”, diz Irene Azevedo, da consultoria DBM. Vencer a ansiedade e responder as expectativas do recrutador ao mesmo tempo não é tarefa fácil.
Por isso, conversamos com os principais headhunters do país para descobrir as perguntas mais tradicionais durante uma entrevista de emprego e quais as melhores maneiras para respondê-las. Confira.
1.Por que você está mudando de emprego?
Essa é a primeira pergunta entre as mais perigosas em uma entrevista de emprego. Por isso, é preciso extrema cautela para respondê-la. O candidato que decidir soltar o verbo contra o emprego anterior cai em descrédito logo de início.
“Isso soa mal. Passa a impressão de um profissional intransigente que, na primeira mudança de rota, prefere uma movimentação”, afirma Eduardo Baccetti, sócio-diretor da consultoria de recrutamento 2GET.
De acordo com Priscila de Azevedo Costa, coordenadora do programa de Carreira do grupo Veris, o caminho para conversar sobre essa questão de uma maneira convincente é remeter para o atual momento de carreira e para os próprios planos para o futuro.
2.Por que você foi demitido?
Uma das principais saias justas em uma entrevista de emprego é quando o recrutador, sem nenhum pudor, busca saber o contexto em que o candidato foi desligado da empresa anterior. O assunto é delicado e exige muito jogo de cintura do candidato. A melhor estratégia, segundo os especialistas, é ser sincero. E, em alguns casos, recorrer a um tom mais eufemista.
Nesse contexto, por exemplo, “o candidato pode dizer que divergia estrategicamente do direcionamento da empresa”, exemplifica Irene. Ou, “admitir que estava em um momento em que não podia contribuir totalmente para as necessidade da empresa”, diz Priscila. O importante, segundo ela, é tomar cuidado para não prejudicar a própria imagem ou falar mal da companhia.
3.Por que quer trabalhar aqui?
Não vale responder que esse era o seu sonho de infância. Por isso, é fundamental estudar sobre os valores da empresa antes da entrevista e mostrar para o recrutador que seu plano de carreira está alinhado com essa visão.
“O candidato tem que ter muita consciência das suas próprias realizações e intenções”, diz Irene. “E, a partir disso, saber contar muito bem sua história”.
4.Quais suas principais realizações ao longo da carreira?
Para responder a perguntas como essa, é preciso fazer uma avaliação profunda sobre sua evolução na carreira antes da entrevista. Afinal, segundo os especialistas, esse tipo de tópico demanda informações precisas sobre os fatos que tornaram seu passado profissional memorável. “Se eu não tiver resultados que suportem e comprovem meus pontos fortes, não irá adiantar nada”, afirma Irene.
5.Quais seus principais fracassos?
Aqui a proposta do recrutador é entender como você reage diante de situações difíceis. Por isso, não tenha medo de relatar os problemas que você já enfrentou em outros empregos. Foque, contudo, na maneira como conseguiu driblar as dificuldades e nas lições que tirou de cada situação. A, ideia, segundo os especialistas é tentar mostrar que os fracassos, no fim, contribuíram para seu amadurecimento na carreira.
6.Quais seus pontos fortes?
Elencar as próprias qualidades nem sempre é uma tarefa fácil. No entanto, saber falar sobre isso de uma maneira elegante é essencial durante uma entrevista de emprego. Lembre-se que este é o momento para mostrar ao recrutador que você tem as características necessárias para o cargo em questão. Contudo, cuidado para não cair no narcisismo vazio. “Ele precisa mostrar exemplos práticos dessas qualidades”, afirma Priscila.
7.Que pontos em seu comportamento ainda precisam ser desenvolvidos?
Para responder a tradicional pergunta sobre defeitos, boa parte dos candidatos recorrem ao macete clássico de se definir como um profissional perfeccionista. “Todo mundo quer transformar uma qualidade excessiva num defeito”, afirma Priscila.
Segundo ela, diante desse clichê, os recrutadores logo ficam com um pé atrás. Agora, se você realmente é perfeccionista, a dica é dar um exemplo prático que prove essa característica. E, para mostrar que está sendo sincero, conte sobre outro defeito. Mas, cuidado para não dar um tiro no pé. “Escolha uma questão que não atrapalhe muito sua eficiência no trabalho e contextualize”, diz Priscila.
8.Quais são suas motivações?
O objetivo do recrutador com esta questão é avaliar se o perfil do profissional é coerente com a estrutura da empresa. “Todo mundo precisa ser motivado para continuar a produzir bem”, diz Priscila. E ninguém quer contratar um profissional que, em poucos meses, perca o contentamento em trabalhar. Por isso, para seu próprio bem, não tente dissimular uma resposta padrão. Seja sincero consigo mesmo e mostre qual a empresa ideal para seu perfil.
9.Consegue trabalhar sob pressão?
Saber lidar com a pressão no mercado de trabalho é uma postura que exige tempo e aprendizado. Por isso, mostre para o recrutador exemplos práticos que comprovem que você consegue se dar bem em situações como essas. “Não responda apenas sim ou não. Sempre traga uma experiência que esclareça o que você quer contar”, diz Priscila.
10.Conte sobre sua família? O que faz nas horas vagas?
Os recrutadores hoje já entendem que vida profissional e pessoal estão, sim, ligadas. Por isso, com essa pergunta, a proposta é entender como a rotina pessoal influencia a dinâmica durante o horário do expediente. “Conforme a pessoa fala, queremos identificar quais os valores que ela tem”, explica Priscila. Segundo ela, o ponto não é tentar ser perfeito, mas mostrar como você administra os principais conflitos da vida.
11.Qual sua pretensão salarial?
A dica de Irene para esse momento da entrevista é tentar adiar ao máximo sua resposta. “Explique que o valor da sua remuneração só pode ser definido quando você entender todos os desafios do cargo”, explica. Se a justificativa não pegar e o recrutador insistir em uma resposta, conte qual era seu último salário.
12.Quais seus planos para o futuro?
Neste ponto, o recrutador quer identificar se sua estratégia de carreira está alinhada ou não com o ritmo da corporação. Nem sempre, contudo, é fácil ter na ponta da língua projetos para um futuro muito longínquo. Se esse for seu caso, não se desespere. Seja sincero e mostre consistência nos planos para médio e curto prazo.
13.Por que devo contratar você?
Essa pergunta requer extrema coerência do candidato com todas as informações que passou para o recrutador durante o processo de seleção. É, neste ponto, que ganha relevância, o profissional que souber fazer o melhor marketing pessoal. “O perfil pessoal acaba determinando muito, o brilho no olho, a vontade de ainda querer fazer”, diz Baccetti, da 2 GET.

Fonte: Exame.com

terça-feira, 18 de maio de 2010

Oito situações capazes de arruinar uma entrevista de emprego

O candidato chega a uma entrevista de emprego preparado e tem um início muito bom. A conversa flui suavemente e todas as coisas certas são ditas. De repente, vem a pergunta fatal, que ele não havia antecipado.
Nesse momento, muitas pessoas desmontam. Patinam na resposta e falham ao impressionar o recrutador. A confiança vai pro espaço e as chances de conquistar o emprego acabam definitivamente.
Seja uma pergunta surpresa ou outras situações complicadas, o candidato deve se preparar para o inesperado, pois são quase sempre elas que eliminam o profissional antes mesmo que o recrutador reflita sobre todas as entrevistas realizadas.
Para ajudar os candidatos a se anteciparem, recrutadores e especialistas em carreira descrevem oito situações que podem arruinar a oportunidade, com conselhos sobre como contorná-las com elegância e sagacidade.
1 – Você é pego desprevenido por perguntas impróprias ou ilegais.
Não é nada ético que recrutadores perguntem coisas como o estado civil do entrevistado e se ele tem filhos. Em alguns lugares, chega a ser contra a lei. Mas alguns recrutadores fazem e deixam o candidato em uma situação muito embaraçosa.
A coach de carreira Susan Whitcomb, autora de vários livros sobre gerenciamento de carreira, recomenda um processo de três passos ao responder a essas questões:
1 – Evite uma resposta direta à questão caso tenha alguma chance de prejudicar sua candidatura;
2 – Reflita rapidamente sobre a real intenção do recrutador ao realizar a pergunta;
3 – Dê uma resposta que atenda à possível expectativa do recrutador.
Quando questiona se o candidato é casado, por exemplo, o recrutador pode estar pensando em um estilo de vida que possa atrapalhá-lo no dia-a-dia do trabalho. Whitcomb sugere, por exemplo, que o usuário responda que está em uma relação sólida, com uma pessoa que dá apoio total na carreira e que dê exemplos sobre como a relação não atrapalhou empregos anteriores.
2 – Uma mancha na carreira do candidato entra em discussão
Muitos candidatos a emprego mostram alguma mancha em seu histórico de carreira, como uma demissão, uma passagem muito rápida em algum emprego ou até mesmo uma demissão por justa causa. A abordagem desse tema pode fazer toda a diferença.
De acordo com Whitcomb, tentar ocultar esses fatos deve estar fora de cogitação. “Responda as respostas que você mais teme e encontre respostas positivas para todas. Durante a entrevista, se antecipe ao esclarecer algumas dessas questões sobre posições de trabalhos anteriores”, sugere. Uma boa saída é mostrar o que aconteceu, dizer o que aprendeu com a situação e comprovar que não repetiria erros do passado.
3 – Uma resposta medíocre escapa
Não importa quanto o candidato se preparou para uma entrevista, pode acontecer de ter um branco e dar uma resposta insatisfatória. Nem tudo está perdido, no entanto. O candidato ainda terá a chance de voltar à questão mais tarde, diz a especialista em carreira do site Vault.com, Connie Thanasoulis-Cerrachio.
Connie relembra de uma entrevista em que deu uma resposta insatisfatória a uma pergunta inesperada, mas conseguiu contornar a situação 10 minutos depois. Ela lembrou de um projeto que faria parte de uma resposta satisfatória e perguntou se poderia voltar à questão anterior. O recrutador concordou e ela pôde consertar o erro.
4 – Respostas sem objetividade
Quando um candidato a emprego não sabe como responder determinada pergunta, ele costuma “enrolar” até que o recrutador desista daquela questão. Esse é um grande erro.
Se você perceber que está indo para esse caminho, pare. “Não há nada errado em dizer que não entendeu a pergunta ou que precisa de mais detalhes para conseguir respondê-la”, diz Connie.
A pausa para considerar uma questão de forma mais aprofundada também pode ser positiva, pois mostra ao recrutador que você tem a entrevista sobre controle. “Eu aprecio quando percebo que os candidatos entendem que estão perdendo o eixo e se estabilizam para retomar o controle”, afirma a recrutadora.
Como saber se você está dando voltas? Whitcomb diz que as respostas à maioria das entrevistas de emprego não deveriam tomar mais de dois minutos para serem articuladas. A exceção é quando a questão aborda temas comporamentais.
A estratégia recomendada é seguir uma sequência ao responder perguntas, no qual o candidato descreve a situação, métricas, ações, resultados e como tudo isso se adéqua ao valor que a empresa procura.
5 – O candidato não tem uma habilidade requerida
Há uma média de oito candidatos competindo por cada posição de emprego, de acordo com Whitcomb. Os empregadores podem se dar ao luxo de serem exigentes. As chances de você não ter todas as habilidades que são passadas aos recrutadores são grandes. De acordo com Whitcomb, isso significa que o candidato deve focar em mostrar ao recrutador que é aquilo que ele procura na pessoa que tem determinada habilidade, em vez de focar na habilidade em si.
Um exemplo simples: se o recrutador procura conhecimento em uma tecnologia que o candidato não possui, Whitcomb recomenda que o candidato questione o que deve ser alcançado com aquela experiência ou conhecimento específico e mostre que pode alcançar aquilo. O candidato pode falar de alguma situação na qual conseguiu bom desempenho trabalhando com uma tecnologia que não dominava antes de entrar no projeto.
6 – O candidato se desgasta
As entrevistas de emprego podem ser desgastantes físico e emocionalmente. Elas podem durar um dia todo, envolver questões intensas, com diversos tomadores de decisões, às vezes em diferentes salas e prédios. Tudo isso pode acabar com a energia do candidato.
Connie diz que, para manter a energia, a preparação prévia é muito importante: uma boa noite de sono e uma alimentação adequada durante o dia das entrevistas é fundamental. “O importante é se manter com energia para não baixar a guarda e qualquer medida que possa manter a energia em alta é bem vinda”.
E se alguém lhe abordar em momentos entre as atividades perguntando como estão as coisas, não mostre fragilidade. As chances de essa pessoa conversar com os recrutadores é grande.
7 – Problemas com o vestuário
Roupa inadequada e com problemas, como a falta de um botão, pode trazer emergências que vão tirar do candidato foco na entrevista e fazê-lo se preocupar com outras coisas. É sempre bom estar preparado para essas situações carregando meias extras, kit de costura e tudo o que for necessário para garantir a aparência.
8 – O celular toca
Você está no meio de perguntas complicadas e esquece o celular ligado. De acordo com a lei de Murphy, ele vai tocar, invariavelmente. Se acontecer, a melhor forma é desligar o telefone rapidamente e se desculpar pelo mal entendido. E tenha a certeza de que o fez resistindo à curiosidade de checar quem estava ligando.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Executivo cria metodologia para acelerar a recolocação profissional



CIO/EUA
Publicada em 12 de fevereiro de 2010 às 08h00


Depois de 11 meses em que deixou a posição de CIO da rede norte-americana de academias de ginástica Club One, Henry Hirschel foi contratado como diretor de TI da fabricante de soluções para telecom NextG Networks. A história do executivo poderia ser mais uma de tantas no mercado se ela não tivesse uma peculiaridade: Hirschel criou uma metologia para acelerar seu processo de recolocação profissional.
Com o intuito de reduzir a ansiedade natural que um executivo desempregado tem quando dispara seu currículo no mercado e não recebe o retorno, ele decidiu utilizar a internet – por meio de seu site pessoal, blog e LinkedIn – para monitorar o interesse de potenciais empregadores. O principal objetivo era identificar quem estava checando seus dados na Web e, com isso, descobrir se alguma das empresas para as quais ele tinha se apresentado estava interessada nele.
Outra estratégia foi permanecer em evidência na internet. Para tanto, Hirschel criou uma disciplina de sempre manter seu blog e seu site atualizado com textos interessantes e participar ativamente das comunidades no LinkedIn. Com isso, segundo ele, em pouco tempo, as ferramentas de busca na internet passaram a citar seus conteúdos sempre que as pessoas digitavam termos como “Henry Hirschel”, “balanced scorecard” e “melhoria de processos”.
Também como resultado de sua maior participação no LinkedIn, o executivo conta que conseguiu expandir sua rede de contatos, uma vez que mais pessoas demonstrarm interesse em fazer parte do seu círculo de amigos virtuais e ele passou a investir em um relacionamento mais intenso com esses profissionais.
“A rede de contatos realmente é o meio mais eficaz de se recolocar no mercado”, afirma Hirschel. Prova disso é que ele foi informado da vaga na sua companhia atual por uma executiva que conheceu em uma rede social. Ela estava pleiteando o cargo de diretora de recursos humanos na NextG Networks e, durante a entrevista de emprego, a responsável pela seleção a informou de todas as outras posições em aberto na organização. Quando soube que o posto de diretor de TI estava vago, logo lembrou de Hirschel, entrou em contato com ele, que enviou o currículo à empresa e, depois de algumas etapas de processo seletivo, foi contratado em 14 de dezembro de 2009.

Fonte: cio.uol

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Marketing pessoal ajuda a ter sucesso na carreira


Para ter sucesso na carreira, os profissionais precisam desenvolver marcas pessoais que o diferenciem da multidão de concorrentes igualmente capacitados. Independentemente de ter sido alvo dos muitos cortes de pessoal realizados nos últimos meses, ou não, o gestor de TI que quiser garantir a segurança de sua carreira deve avaliar como está construindo sua própria imagem no mercado.
A maioria das pessoas, no entanto, está muito ocupada trabalhando e não tem tempo de pensar na reestruturação de suas marcas. Por isso, seguem aqui algumas perguntas que, ao serem respondidas, permitem a identificação dos pontos fracos nas ações de marketing pessoal. São elas:
• Você pode explicar, em poucas linhas, quais são os aspectos que o diferenciam dos outros?
• Se alguém fizer uma busca na internet com o seu nome, encontrará quais tipos de conteúdo?
• Você pode definir qual é seu público-alvo e as estratégias para conquistá-los?
• Seu visual é condizente com a mensagem que deseja passar por meio de sua marca pessoal?
Se a resposta foi “não” para alguma dessas questões, isso representa um sinal de que seu marketing pessoal não é muito eficiente. No entanto, existem algumas dicas que podem ajudar a virar esse jogo:
• Mantenha o foco: defina-se da maneira mais específica possível, pois essa é a única forma de se manter na memória das pessoas. Esqueça o erro de mandar um currículo, por exemplo, e descrever-se como “profissional capacitado, espírito de liderança, comportamento colaborativo”. Todos fazem essa mesma coisa e, consequentemente, caem no esquecimento dos recrutadores.
• Diferencie-se: identifique em que aspectos você é diferente dos outros e exponha essa característica no currículo ou em entrevista de emprego. Mostre-se único.
• Avalie sua marca pessoal: assim como fabricantes analisam a aceitação, relevância e atualização dos produtos lançados, você deve se comparar aos concorrentes de tempos em tempos para identificar quais seus pontos fracos e fortes.

Fonte: ciol.uol

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Como responder às perguntas mais comuns em entrevistas de emprego

Autor: Mario Faccioni – yahoo grupos
1. Me fale sobre você
Esta é clássica. Ocorre em toda entrevista, provavelmente para definir seu rumo e te fazer falar. É fácil se perder ao responder. Não conte sua vida inteira. Focar-se em aspectos importantes da sua educação, vida profissional e situação atual são suficientes.
2. Por que você está procurando emprego (ou por que deixou o último)
Deveria ser uma pergunta fácil de responder, mas pode acabar te complicando. Provavelmente você está procurando um emprego novo (ou um emprego) para alavancar sua carreira, permitindo que você cresça como pessoa e profissional. Não é bom falar de dinheiro nesta hora, pois você pode soar como mercenário. Se você foi demitido em um downsizing, permaneça calmo e seja breve sobre o assunto. Se você foi simplesmente demitido, tenha uma boa explicação. Em ambos os casos, permaneça sempre calmo.
3. Conte-me o que sabe sobre esta empresa
Faça a lição de casa antes de ir para a entrevista. Não importa se você é candidato a gerente ou limpador de janelas, conheça algo sobre a empresa na qual está se candidatando. Ela esteve ultimamente nos noticiários? Quem são as pessoas desta empresa das quais você deve ter ouvido falar? Pesquise sobre a empresa e vá para a entrevista parecendo alguém preparado e genuinamente interessado nela e no emprego.
4. Por que você quer trabalhar aqui?
Esta pergunta está diretamente relacionada com a anterior. Qualquer pesquisa feita anteriormente te levará à conclusão do porquê trabalhar nesta empresa. Pense na resposta a esta pergunta antes da entrevista, mencione seus objetivos atingidos até agora e destaque os futuros objetivos e planos para a carreira.
5. Qual sua experiência relevante?
Espera-se que ao se candidatar a alguma vaga, o candidato tenha algumas experiências para relatar. Esta é a hora de falar delas. Mas se você está mudando de carreira ou tentando algo diferente do normal, talvez suas experiências não sejam as mais indicadas para o cargo pretendido. Nesta hora é necessário um pouco de criatividade para fazê-las se ajustarem às necessidades do cargo pleiteado. Apesar de tudo, habilidades são habilidades e é preciso mostrar porque habilidades em atendimento ao consumidor seriam ótimas para o cargo de marketing.
6. Se seus antigos empregadores estivessem aqui, o que eles diriam sobre você?
Esta não é a hora de ser totalmente sincero. Esqueça os fatos ruins e concentre-se nos bons. Diga coisas como “Eles sempre disseram que eu trabalhava duro” ou “O Zé, meu antigo chefe, dizia sempre que eu era o melhor cara que ele conheceu para resolver os problemas que surgiam”.
7. Você já fez algo para melhorar sua formação?
Aqui vale tudo, desde que relacionado ao emprego pretendido. Aulas noturnas, hobbies e esportes podem ser mencionados.
8. Onde mais você se candidatou?
Esta é uma boa hora de se mostrar disponível, sem dar a entender que está se oferecendo por todas as empresas da cidade. Assim, seja honesto e mencione algumas outras empresas nas quais se candidatou. O que o entrevistador quer saber é se você está em uma procura séria por emprego e se está aberto a opções.
9. Como você trabalha sobre pressão?
Há varias formas de responder a esta pergunta, mas todas as respostas devem ser positivas. Você pode trabalhar bem, você pode crescer ao estar sob pressão e você pode adorar trabalhar sobre pressão. NUNCA diga que não trabalha bem desta forma. Este é o primeiro passo para ser reprovado na entrevista.
10. O que te motiva a fazer um bom trabalho?
A resposta a esta pergunta nunca é dinheiro, mesmo que, na realidade, seja. Você deve estar motivado por objetivos de vida nobres. Você quer reconhecimento por um trabalho bem feito. Você quer fazer cada vez melhor em seu trabalho. Você quer ajudar os outros ou ser um líder em seu ramo de atividade.
11. Qual sua maior qualidade?
Esta é a chance de se destacar. Você está sendo inquirido a responder porque é um bom empregado e não perca esta oportunidade. Diga que seu desempenho melhora sob pressão, que é um ótimo motivador, que adora resolver problemas ou é alguém com uma extraordinária percepção aos detalhes. Se você é campeão de Winning Eleven ou Guitar Hero, guarde isto para você.
12. Qual seu maior defeito?
Se você for completamente honesto, estará dando um tiro na cara. Se você disser que não tem nenhum defeito, estará mentindo. Esta é uma questão muito difícil, mas políticos sabem respondê-la muito bem. Eles dizem coisas como “Estou muito comprometido com meu trabalho e não passo muito tempo com minha família”. Não diga isto. Quando esta pergunta for feita, responda algo pequeno relativo a trabalho, mas algo que você já está melhorando. Por exemplo, “Algumas vezes me disseram que me atenho muito a detalhes e acabo perdendo o foco no projeto como um todo. Então, passei a dedicar algum tempo a analisar o projeto inteiro para poder avaliar meu progresso.”
13. Vamos falar sobre salário. Em quanto você está pensando?
Corra! Este é um truque feito nas entrevistas. Mesmo que você saiba a faixa salarial do emprego ao qual está se candidatando, responder esta pergunta antes do entrevistador é o mesmo que mostrar as suas cartas. Você quer receber o máximo possível, e a empresa quer te pagar o mínimo que você aceita receber. Antes de chegar à entrevista, descubra quanto uma pessoa com sua experiência está recebendo, em média, por um emprego como este. Você pode querer responder “Bem, é algo no qual tenho pensado bastante e creio que alguém com a minha experiência deve receber algo entre X e Y” ou então “No momento, estou mais interessado em saber o quanto este emprego poderá adicionar à minha carreira”. Pelo menos, esta última resposta pode fazer você ganhar um pouco de tempo. Mas se você tiver um valor específico em mente, diga-o. Em geral, pessoas bem informadas erram por pouco.
14. Você trabalha bem em equipe?
A menos que seu QI seja o de uma ameba, você deve responder sim a esta pergunta. É a única resposta. Que empresa vai querer um funcionário que seja um solitário? Uma boa estratégia nesta hora é dizer como você se comporta no trabalho em equipe. Assim, fica fácil de dizer que você é um líder natural.
15. Conte-me uma sugestão sua que tenha sido implementada.
Aqui, é importante focar-se na palavra “implementada” . Não há nada errado em ter milhares de idéias, mas o que interessa se o único lugar onde elas estão é seu caderno de notas? Melhor ainda, é preciso que a idéia tenha gerado um bom resultado. De que adianta ela ter sido implementada e ter levado a empresa à falência? Esteja preparado com uma idéia sua que tenha sido implementada e que tenha gerado bons resultados.
16. Algo já te irritou nas pessoas com que você já trabalhou?
É claro que sua resposta a esta lista é tão grande quanto seu braço. Mas se você disser tudo isto, há o perigo de acharem que é difícil trabalhar com você. A melhor forma de responder a esta pergunta é pensar um pouco e dizer “Eu sempre trabalhei bem com meus colegas”.
17. Há alguém com que você nunca trabalharia?
Não. Bem, a não ser que estejam falando sobre assassinos, racistas, estupradores, ladrões ou algum outro pária social, você pode trabalhar com qualquer um. Caso contrário, você pode ser marcado como alguém que chato e difícil se disser “Eu não trabalho com fãs de Bruno e Marrone. Desculpe”.
18. Fale-me de problemas que você já teve com chefes anteriores.
Não caia nesta. O entrevistador está te testando para saber se você falará mal dos seus chefes antigos. Simplesmente responda esta pergunta com tato, diplomacia e, se necessário, uma grande amnésia. Recentemente, você não teve problema algum.
19. Você prefere trabalhar por dinheiro ou satisfação pessoal?
Não é uma questão muito justa. Nós adoraríamos ganhar dinheiro como o Sílvio Santos para fazer algo que gostássemos. É bom dizer que dinheiro é importante, mas NADA é mais importante para você que seu trabalho. Em caso contrário, você é só alguém procurando por um bom salário.
20. Você prefere que gostem de você ou que te temam?
A resposta correta é “Eu prefiro ser respeitado”. Você não quer ser temido, pois a maneira correta de motivar um time não é através medo. Também não quer ser o melhor amigo de todo mundo, pois será complicado tomar decisões difíceis e exigir o cumprimento dos prazos. Mas quando se é respeitado, não é necessário ser um tirano ou bunda-mole para ter o trabalho feito.
21. Você colocaria os interesses da empresa na frente dos seus próprios?
Outra pergunta capciosa. Se responder sim, você é alguém que não se preocupa com a família. Se responder não, não é alguém leal à empresa. Responda sim, porque você está, a esta altura, tentando ser o empregado perfeito, e empregados perfeitos não se importam em perder o jogo de futebol do filho para fazer hora extra.
22. Me explique porque devo te contratar.
Como você sabe, “Porque sou ótimo” ou “Porque eu preciso de um trabalho” não são respostas boas. Esta é a hora de dar uma lista das suas habilidades e talentos que se encaixam perfeitamente para a vaga pretendida. Também não é a hora de depreciar os outros candidatos. Concentre-se em suas qualidades, e não nas falhas dos outros.
23. Você tem algo para me perguntar?
Esta também é uma das perguntas mais feitas em entrevistas. Ela está diretamente relacionada à pesquisa realizada por você antes de chegar à entrevista e te dá a chance de mostrar o quão preparado você está. Você provavelmente gostaria de perguntar sobre os benefícios oferecidos, se eles ainda não foram citados. Uma boa pergunta genérica é “Quando posso começar a trabalhar, se eu for contratado, é claro”. Também pode perguntar no que vai trabalhar e como isto afetará o restante da empresa. Sempre tenha questões prontas, pois errar aqui é uma ótima maneira de terminar a entrevista de forma lamentável.
Fonte: VIA6

Como ter sucesso na entrevista de emprego

Aprenda a resposta certa para as perguntas mais complicadas dos recrutadores
Bruno Vieira Feijó (redacao.vocesa@abril.com.br) 12/08/2009
Você S.A.
As entrevistas de emprego estão mais complicadas. Um estudo da consultoria Korn/Ferry, especializada em recrutar diretores e presidentes no mundo inteiro, concluiu o que, na prática, headhunters e candidatos já sentem na pele: as entrevistas de trabalho não são mais meras comprovações de competências técnicas e realizações passadas.
Elas caminham para se tornar avaliações comportamentais, em que o candidato é avaliado desde o primeiro contato telefônico. “Como o entrevistador está mais rigoroso, o candidato precisa estar muito bem preparado para ver, em poucos minutos, sua vida profissional ser detalhada minuciosamente”, diz Rodrigo Araújo, sócio-diretor da Korn/Ferry no Brasil. Se passar pelo contato telefônico, o profissional terá uma conversa pessoal, na qual serão recordadas as fases mais complicadas da carreira — aquelas que envolvem arrependimentos, pontos fracos e decisões equivocadas. “Não é para constranger, mas para conhecer quem está por trás daquele estereótipo de candidato ideal, que permeia quase todos os currículos recebidos atualmente”, diz Lucia Costa, sócia-diretora da Mariaca, consultoria em gestão de capital humano. O objetivo é descobrir se a inteligência emocional do candidato ou seu estilo social combinam com o da vaga e o da empresa pretendida.
De acordo com os especialistas, ainda são poucos os executivos que ficam a vontade para falar sobre si mesmo ou sobre experiências adquiridas em situações delicadas. Por isso, a VOCÊ S/A separou algumas perguntas que exigem raciocínio complexo e mostra como você deve se portar em cada uma delas para ter sucesso numa entrevista de emprego.
QUANDO O HEADHUNTER DIZ: “Quais foram as críticas profissionais que você já recebeu que mais lhe surpreenderam?”
> ELE QUER TESTAR: Autenticidade, sinceridade e humildade em reconhecer falhas.
> COMO AGIR: “Escolha episódios que lhe chamaram atenção, mas nada que coloque em dúvida seu desempenho para a vaga em questão. Acrescente o que aprendeu e como você encara cada falha como uma oportunidade para se aperfeiçoar”, diz Marcelo Abrileri, presidente do site Curriculum.com.br.
> ATENÇÃO: Evite respostas que disfarçam um ponto positivo como se fosse negativo (por exemplo: “Era exigente demais, perfeccionista ou workaholic”). Elas passam a ideia de artificialidade.
QUANDO O HEADHUNTER DIZ: “Como você descreveria a cultura corporativa das últimas empresas por onde passou?”
> ELE QUER TESTAR: Lealdade e capacidade de se adaptar a diferentes tipos de gestão.
> COMO AGIR: “Faça um paralelo sobre o jeito de cada empresa trabalhar. Ao falar do que gostava e não gostava, seja honesto, mas apele para dados de conhecimento geral”, diz Lucia Costa, da Mariaca. “Diga, por exemplo: ‘Empresas alemãs são mais rígidas e burocráticas hierarquicamente, e eu me ressentia por mais agilidade. Por outro lado, gostava da estabilidade’.”
> ATENÇÃO: Não seja crítico e sarcástico em relação a chefes e empresas. Quem está sendo avaliado é você, não seus antigos patrões.
QUANDO O HEADHUNTER DIZ: “Conte algumas histórias sobre você em ‘ação’”
> ELE QUER TESTAR: Como você se vira na adversidade (sob pressão e prazos curtos).
> COMO AGIR: “Em qualquer entrevista, seu objetivo é convencer o recrutador de que você dá conta do recado”, diz Rodrigo Araújo, da Korn/Ferry. Conte iniciativas em que você foi o responsável, quais os desafios que esperava e o que realmente encontrou. E depois mostre os resultados: como esses obstáculos foram superados e de que forma isso o deixa pronto para futuros obstáculos.
> ATENÇÃO: Seja objetivo. Contar “um pouco” significa contar em três minutos no máximo.
QUANDO O HEADHUNTER DIZ: “Como você gerencia pessoas com pontos de vista diferentes dos seus”
> ELE QUER TESTAR: Talento para liderar um time.
> COMO AGIR: Cite projetos em que houve divergências de opinião e como você conseguiu ajudar todos a chegar a um consenso. “Por trás da pergunta, o examinador quer saber se você é sensível ao ponto de captar o que cada funcionário tem para oferecer de melhor”, diz Marcelo Abrileri, do Curriculum.com.br.
> ATENÇÃO: Aqui está sendo medido seu eventual grau de autoritarismo e como você impõe suas ideias.
QUANDO O HEADHUNTER DIZ: “Que opinião seus subordinados têm de você? E seus chefes?”
> ELE QUER TESTAR: Aptidão para ouvir e transmitir feedback.
> COMO AGIR: “Se você já passou por avaliações do tipo 360o, fica mais fácil saber o que chefes e colegas pensam”, diz Lucia, da Mariaca. “Senão, prove que você se preocupa em obter a opinião da equipe.”
> ATENÇÃO: Ninguém vence sozinho. Exalte a importância de todos que trabalham com você.
QUANDO O HEADHUNTER DIZ: “Como você se vê daqui a cinco anos?”
> ELE QUER TESTAR: Capacidade de enxergar e se planejar no longo prazo.
> COMO AGIR: “Não há problema em abrir suas aspirações para o futuro, mas evite citar nomes de empresas (principalmente das concorrentes) e cargos específicos”, diz Lucia, da Mariaca.
> ATENÇÃO: Passe a noção de que você está à procura de uma empresa com a qual possa estabelecer uma ligação duradoura.
QUANDO O HEADHUNTER DIZ: “Qual é seu maior arrependimento na carreira?”
> ELE QUER TESTAR: Capacidade de compartilhar aprendizados de experiências, até mesmo as decepcionantes.
> COMO AGIR: “Diga a verdade, mas também o que você teria feito de forma diferente se pudesse voltar no tempo e como tem aplicado esse aprendizado em outras situações”, diz Rodrigo Araújo, da Korn/Ferry.
> ATENÇÃO: Não se faça de vítima, alegando que as circunstâncias da época eram injustas, por mais que fossem.