segunda-feira, 19 de abril de 2010

As inovações silenciosas de TI nas empresas

O ano de 2009 não foi dos mais fáceis. Muitas empresas resolveram adiar uma já atrasada renovação de seus equipamentos de TI.
Outras, porém, com pensamento mais estratégico, mantiveram seus planos e ganharam competitividade em momento crítico, saindo fortalecidas do cenário de crise e prontas para aproveitar as novas oportunidades apresentadas pela retomada da economia.
Os líderes do mercado já entenderam que o investimento em tecnologia, quando bem aplicado, gera retornos espantosos em curto período de tempo.
Pare para pensar: quanto a tecnologia é importante para o seu negócio?
Quanto as suas operações são facilitadas quando você transporta para o ambiente digital tarefas que anteriormente precisariam ser executadas pelas mãos de seus funcionários?
E indiretamente: quantas das suas operações financeiras são executadas por computadores? Por quantos sistemas computadorizados seus produtos passam antes de chegarem às mãos dos clientes?
Tecnologia. Inovação. Revolução. Essas palavras estão virando sinônimos.
Isto porque a TI evolui a passos largos e rápidos. Em diversas direções ao mesmo tempo. Acompanhar esta evolução é um desafio longe de ser dos mais simples, motivo pelo qual diversas empresas, das grandes até as pequenas, em um breve momento de desatenção, perdem a competitividade e preciosas posições de mercado.
Os benefícios que as novas tecnologias trazem para as empresas hoje em dia são muito mais complexos e difíceis de quantificar. As mudanças são muitas vezes sutis, mas o impacto nos negócios não pode ser menosprezado.
Medir e comparar este impacto com o investimento feito nas soluções também não é tarefa das mais fáceis, pois são muitos os pontos a serem considerados.
Novas tecnologias trazem mais desempenho nas tarefas do dia-a-dia, mas elas também nos auxiliam ao abrir as portas para novas formas de trabalho, tais como a virtualização de máquinas e as aplicações em cloud computing.
Outro fator altamente importante é o consumo de energia. Um computador com três anos de uso pode gastar até 90% mais energia do que um PC atual com o mesmo nível de desempenho.
Multiplique este valor pelo tamanho do parque de máquinas da empresa e os benefícios econômicos e sociais tornam-se significativos.
Gerenciamento remoto também está evoluindo bastante e apresentando resultados sólidos na diminuição do downtime das máquinas e na aplicação de atualizações e instalação de novos aplicativos.
Estes são apenas alguns exemplos. A verdade é que existe uma verdadeira revolução silenciosa acontecendo dentro dos departamentos de TI das empresas.
As mudanças são discretas e sutis, mas seus efeitos e resultados têm o poder de transformar o dia-a-dia, a eficácia dos nossos negócios e até mesmo a maneira de nos relacionarmos.
É uma revolução baseada em inteligência, em todos os sentidos: em saber identificar todos os pontos onde a tecnologia pode ajudar os seus negócios e investir com inteligência e paixão pelo futuro.

Fonte: webinsider.uol.com.br

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Instalando o Oracle 11g no Debian 5.04

Linux versão 2.6.26-2-686
Oracle 11g Release 2

Pré-requisitos de hardware
Última instalação realizada em 06/04/2010. Configuração de hardware:
Processador Intel Dual Core 3.0 GHz, 6MB L2, 1333 MHz FSB;
Placa-mãe ASUS
HD SATA 160GB (2HDs)
8GB RAM
4GB SWAP


Oracle instalado na partição /ora , com sistema de arquivos XFS.

É interessante reservar uma partição somente para o diretório onde o Oracle será instalado e nessa partição, utilizar um sistema de arquivo mais adequado para banco de dados, como o XFS ou JFS.

Nesta instalação de testes, o banco foi instalado em /ora, o qual será explicado mais abaixo; porém nada impede que seja instalado em outro diretório, ou em /usr/local, onde é mais usado. Dependerá unicamente das permissões de acesso para o usuário oracle que será criado mais abaixo.
Instalando dependências
O primeiro passo consiste em instalar os pacotes usados pelo Oracle 11g. Dependendo a versão atual do Debian ou do intervalo entre uma instalação e outra, alguns pocotes podem ter versões atualizadas. Fique atento a essas mudanças de versões.

$ sudo apt-get install  alien cpp-4.3 debhelper g++-4.3 gawk gcc-4.3 gcc-4.3-base gettext \ 
html2text intltool-debian ksh lesstif2 libaio-dev libaio1 libbeecrypt6 libdb4.2 libelf-dev \
libelf1 libltdl3 libltdl3-dev libodbcinstq1c2 libqt4-core libqt4-gui librpm4.4 libsqlite3-0 \
libstdc++6 libstdc++5 libstdc++6-4.3-dev lsb lsb-core lsb-cxx lsb-desktop lsb-graphics \
lsb-qt4 odbcinst1debian1 pax po-debconf rpm sysstat unixodbc unixodbc-dev elfutils \ 
libebl-dev libefl1 pdksh

O pacote libmotif não foi encontrado em nenhum repositório, por isso foi instalado separadamente:
$ sudo dpkg -i libmotif3_2.2.3-1_i386.deb
 

Configurando ambiente Linux

Criando usuário e grupo Oracle
$ sudo groupadd oinstall
$ sudo groupadd dba
$ sudo groupadd nobody
$ sudo useradd -d /home/oracle -s /bin/bash -G dba -g oinstall -m oracle
$ sudo useradd -g nobody nobody
$ sudo passwd oracle
Para verificar:
$ id oracle

Criando diretórios

Durante a instalação do Debian, uma partição foi destinada especialmente para o Oracle, no diretório /ora:

$ sudo mkdir -p /ora/app/oracle
$ sudo mkdir -p /ora/oradata
$ sudo chown -R oracle.oinstall /ora
$ sudo chmod -R 775 /ora 

Criando links

O make usado no Oracle foi desenvolvido para RHEL, ficando em caminhos diferentes dos encontrados no Debian. Sendo assim, precisamos de links simbólicos para “fazer a passagem”…:

$ sudo ln -s /usr/bin/awk /bin/awk
$ sudo ln -s /usr/bin/rpm /bin/rpm
$ sudo ln -s /usr/bin/basename /bin/basename
$ sudo ln -s /etc /etc/rc.d

Parâmetros do Kernel

Edite o arquivo /etc/sysctl.conf e insira no final deste arquivo as alterações abaixo:
 
#Parâmetros ORACLE 11g
kernel.shmall = 2097152
kernel.shmmax = 536870912
kernel.shmmni = 4096
kernel.sem = 250 32000 100 128
fs.file-max = 65536
net.ipv4.ip_local_port_range = 1024 65000
net.core.rmem_default=4194304
net.core.wmem_default=262144
net.core.rmem_max=4194304
net.core.wmem_max=262144
 
Edite o arquivo /etc/security/limits.conf e insera as configurações abaixo:

#Parâmetros ORACLE 10g
*        soft    nproc   2047
*        hard    nproc   16384
*        soft    nofile  1024
*        hard    nofile  65536

Adicione a linha abaixo em /etc/pam.d/login:
 
session    required     /lib/security/pam_limits.so

Adicione a linha abaixo em /etc/pam.d/su:
 
session    required     /lib/security/pam_limits.so

Adicione em /etc/profile:
if [ $USER = "oracle" ]; then
    if [ $SHELL = "/bin/ksh" ]; then
          ulimit -p 16384
          ulimit -n 65536
    else
          ulimit -u 16384 -n 65536
    fi
fi
 

Variáveis de ambiente

Essas variáveis de ambiente serão criadas para o usuário oracle. Logado como oracle, faça as alterações abaixo:
Adicione ou descomente em ~/.bash_profile:

umask 022 

E adicione também em ~/.bash_profile:

ORACLE_BASE=/ora/app/oracle
ORACLE_HOME=$ORACLE_BASE/product/11.2.0
ORACLE_SID=sagu
 
export ORACLE_BASE
export ORACLE_HOME
export ORACLE_SID

Exporte as variáveis de ambiente:

$ ORACLE_BASE=/ora/app/oracle; export ORACLE_BASE
$ ORACLE_HOME=$ORACLE_BASE/product/11.2.0; export ORACLE_HOME
$ ORACLE_SID=sagu; export ORACLE_SID

Adicione em ~/.bashrc:

ORACLE_BASE=/ora/app/oracle
ORACLE_HOME=$ORACLE_BASE/product/11.2.0
ORACLE_SID=sagu
TNS_ADMIN=$ORACLE_HOME/network/admin
LD_LIBRARY_PATH=$ORACLE_HOME/lib
PATH=$PATH:$ORACLE_HOME/bin
 
export ORACLE_BASE
export ORACLE_HOME
export ORACLE_SID
export TNS_ADMIN
export LD_LIBRARY_PATH  
export PATH
unset USERNAME
 
Se preferir, adicione também o trecho abaixo no arquivo /etc/profile:

#para o oracle 11g
if [ $USER = "oracle" ]; then
   ORACLE_BASE=/ora/app/oracle
   ORACLE_HOME=$ORACLE_BASE/product/11.2.0
   ORACLE_SID=sagu
   TNS_ADMIN=$ORACLE_HOME/network/admin
   LD_LIBRARY_PATH=$ORACLE_HOME/lib
   PATH=$PATH:$ORACLE_HOME/bin
 
   export ORACLE_BASE
   export ORACLE_HOME
   export ORACLE_SID
   export TNS_ADMIN
   export LD_LIBRARY_PATH
   export PATH
   unset USERNAME
fi
 

Iniciando a instalação

Será preciso logar como usuário oracle, porém, haverá grandes chances do terminal X (xterm) não funcionar, por não estar configurado. Mesmo configurando a variável de ambiente DISPLAY, ainda sim, nessa instalação não foi possível. A solução simples foi fechar a sessão atual o logar no Gnome como usuário oracle.

Já logado como usuário oracle e com uma tela de terminal aberta, siga os passos abaixo:


$ cd /ora
Descompacte o arquivo do banco de dados:

$ unzip ~/linux_11gR2_database_1of2.zip
$ unzip ~/linux_11gR2_database_2of2.zip
 
Antes de iniciar a tela de instalação do banco de dados, é melhor reiniciar a máquina para que as variáveis e arquivos de configuração modificados possam ser lidos novamente.

Entre no diretório do instalador e execute-o:

$ cd /ora/database
$ ./runInstaller -ignoreSysPrereqs 
 
A partir de agora será mostrada a tela de instalação do Oracle. Prossiga com uma nova instalação do banco de dados.
No decorrer da instalação serão feitos testes de variáveis, bibliotecas, distribuição Linux e outros. Alguns erros serão mostrados, mas continue assim mesmo.

Etapas da instalação

A seguir estão os valores definidos nas telas durante o processo de instalação:
TELA DESCRIÇÃO Opção/Ação selecionada
1 CONFIGURAR ATUALIZAÇÃO DE SEGURANÇA * desabilite a opção “Prefiro receber atualização…”


= informe um email
2 OPÇÃO DE INSTALAÇÃO –> Criar e configurar um banco de dados
3 CLASSE DO SISTEMA –> Classe de Servidor
4 OPÇÕES DE GRADE –> Instalação do banco de dados de instância única
5 TIPO DE INSTALAÇÃO –> Instalação avançada
6 IDIOMAS DO PRODUTO –> seleção padrão (pré-definida): Inglês e Português do Brasil
7 EDIÇÃO DO BANCO DE DADOS –> Enterprise Edition ou Standard Edition
8 LOCAL DE INSTALAÇÃO – Aqui o Oracle vai consultar as variáveis de ambiente e preencher as opções automaticamente


= Oracle Base: /ora/app/oracle


= Localização do Software: /ora/app/oracle/product/11.2
9 CRIAR INVENTÁRIO = opção padrão: /ora/app/oraInventory
10 TIPO DE CONFIGURAÇÃO –> Finalidade Geral / Processamento de Transações
11 IDENTIFICADORES DO BANDO DE DADOS = Nome do bando de dados global: dharma.incol.com.br


= Oracle Service Identifier (SID): sagu
12 OPÇÕES DE CONFIGURAÇÃO –> Memória: escolha opção “Ativar Gerenciamento Automático da Memória”


–> Conjunto de caracteres: “Utilizar o default” (WE8MSWIN1252


–> Segurança: opção “Asserção de todas as novas definições de segurança”


–> Exemplos de Esquema: não
13 OPÇÕES DE GERENCIAMENTO –> opções padrões
14 ARMAZENAMENTO DO BANCO DE DADOS –> Sistema de Arquivos


= Localização: /ora/app/oracle/oradata
15 BACKUP E RECUPERAÇÃO –> Não ativar backups automatizados
16 SENHAS DE ESQUEMAS = defina as senhas (sys7i$R0)
17 GRUPOS DO SISTEMA OPERACIONAL = OSDBA: dba


= OSOPER: oinstall
18 VERIFICAÇÃO DE PRÉ-REQUISITOS – O Oracle fará uma checagem no sistema fazendo verificação dos requisitos para instalação.


As pendências serão listadas, como por exemplo, pacotes não encontrados ou parâmetros do kernel inválidos, os quais


podem ser corrigidos antes de iniciar a instalação. Tente corrigir todos os erros possíveis antes de continuar.


Importante ressaltar que o Oracle procura por pacotes em versões específicas, o que significa que o pacote pode


existir em uma versão mais nova não sendo encontrado pelo Oracle e colocado como erro. O melhor a fazer é se certificar


que todos os pacotes estejam instalados, mesmo que em versões mais novas. Depois clique na opção Ignorar Tudo e


continue.
19 RESUMO –> Finalizar
OBS.: certifique-se que todos os pacotes exigidos estejam instalados, mesmo que em versões mais novas. A primeira instalação acusou falha em não encontrar alguns pacotes, porém versões mais novas estavam instaladas no sistema, o que garantiu uma instalação com sucesso.

Acesso ao banco de dados

O Oracle 11g oferece acesso web para consulta e gerenciamento do banco de dados. Os endereços abaixo foram fornecidos no final da instalação:


Url do iSQL*Plus

http://localhost:5560/isqlplus

http://localhost:5561/isqlplus 


Url do iSQL*Plus DBA

http://localhost:5560/isqlplus/dba                            
Url do Database Controle do Enterprise Manager 11g

http://localhost:1158/em


 

Start no Banco de Dados 

 

O jeito mais fácil

O servidor foi reiniciado para testar se o banco será ativado corretamente após um boot. Como ele não faz o start automático, é preciso fazê-lo explicitamente.

Segue a maneira mais simples de startar o banco de dados. Logado como usuário oracle execute os passos abaixo:

Ativando o listener
$ /ora/app/oracle/product/11.2/bin/tnslsnr & 
ou
$ /ora/app/oracle/product/11.2/bin/lsnrctl start

Entre no sqlplus
$ sqlplus sys/sys7i$R0 as sysdba
No sqlplus levante o banco de dados
startup
 

Start de outros serviços Oracle

    Para utilizar o isqlplus (ferramenta web)
$ /ora/app/oracle/product/11.2.0/bin/isqlplusctl start
Para utilizar Enterprise Manager (ferramente web)
$ /ora/app/oracle/product/11.2.0/bin/emctl start dbconsole
 

Observações

Caso o listener do Oracle não funcione corretamente ou o IP do servidor precise ser trocado, verifique os arquivos listener.ora e tnsnames.ora, trocando o nome da máquina no parâmetro HOST pelo ip correto da máquina. 

terça-feira, 30 de março de 2010

A jabuticabeira


O velho estava cuidando da planta com todo o carinho.
O jovem aproximou-se e perguntou:
-Que planta é esta que o senhor está cuidando?
-É uma jabuticabeira, respondeu o velho.
-E ela demora quanto tempo para dar frutos?
-Pelo menos uns quinze anos, informou o velho
-E o senhor espera viver tanto tempo assim?
-Não, não creio que viva mais tempo, pois já estou no fim da minha jornada, disse o ancião.
-Então, que vantagem você leva com isso, meu velho?
-Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas, se todos pensassem como você.
"Não importa se teremos tempo suficiente para ver mudadas as coisas e pessoas pelas quais lutamos, mas sim, que façamos a nossa parte, de modo que tudo se transforme a seu tempo”

terça-feira, 16 de março de 2010

Plano Collor teve pontos bons e ruins, diz especialista


Economia nacional


Luciana Cobucci
Direto de Brasília
Especial para o Terra

Há 20 anos, em 16 de março de 1990, um plano econômico surpreendeu boa parte da população brasileira com uma medida que ficou conhecida como "confisco da poupança". Sob a promessa de estabilizar a inflação, que naquela época batia na casa dos 2.000% ao ano, o Plano Brasil Novo foi lançado no dia seguinte à posse de Fernando Collor como presidente da República.
O conjunto de ações teve como mentora a ministra da Economia de Collor, Zélia Cardoso de Mello, e mais um grupo de economistas, e ficou mais conhecido como Plano Collor. O presidente sofreu o impeachment dois anos depois, mas o plano e o seu confisco ficaram marcados na memória dos brasileiros. 


Para o professor da Universidade de Brasília (UnB) e cientista político João Paulo Peixoto, porém, é possível tirar pontos positivos do Plano Collor.
"Havia a crise fiscal, a economia era débil, a inflação ia às alturas. Por outro lado, lá fora o clima era outro: em dezembro de 1989 caiu o Muro de Berlim, o que proporcionou o fim do comunismo e dos sistemas centrados na prevalência do estado, abrindo caminho para regimes econômicos de natureza liberal ou neoliberal. O Plano Collor vem na esteira desses dois ambientes - o externo propício à liberalização da economia e o interno exigindo medidas drásticas", diz. 


Entre as medidas adotadas, a menos popular, de longe, foi o confisco de todas os ativos econômicos - poupanças, contas correntes e overnight (operações de troca de dinheiro por um dia, para resgate no primeiro dia útil seguinte) - com mais de NCZ$ 50 mil (cruzados novos). Em contrapartida, a promessa era devolver, após 18 meses, o valor corrigido pela inflação acrescido de 6% ao ano. Mas, poucos conseguiram reaver o dinheiro, pelo menos integralmente.
A ideia do plano era reduzir a quantidade de dinheiro em circulação. Com menos recursos, a população não teria como comprar, os preços cairiam e, automaticamente, a inflação também. 


O professor João Paulo Peixoto diz acreditar que os idealizadores do Plano Collor aprenderam com os erros do Plano Cruzado, de 1986. No entanto, o confisco dos ativos econômicos foi uma medida incompatível com a realidade brasileira.
"Houve um congelamento de ativos, que aconteceu de forma violenta e improcedente. Se por um lado diminuiu a liquidez (quantidade de dinheiro em circulação) drasticamente, foi uma medida radical, que não funcionou, principalmente porque isso só funciona se for mantida uma rigidez absoluta, o que, obviamente, não aconteceu", afirma.
O professor da UnB diz que apesar da aparente eficácia do plano, o governo afrouxou o aperto e, aos poucos, foi liberando o dinheiro retido para diversos setores da economia. Segundo João Cláudio Peixoto, em pouco tempo o cenário econômico brasileiro era igual ao pré-Plano Collor.
O cientista político afirma que, como todo plano econômico, a tentativa do Plano Collor era de estabilizar o cenário e equilibrar as contas do País. Mas, segundo Peixoto, o plano não se ateve somente a isso.
"Reinava uma intenção forte de liberalizar a economia. Por isso, começaram as privatizações, a abertura de espaço no mercado interno. A ideia era fazer com que o mercado tivesse atuação maior na economia, que fosse mais independente e menos vinculado às vontades do governo", afirma. Por isso, na época, houve uma redução gradual de impostos de importação (o que forçaria os produtores nacionais a baratear seus custos e melhorar a qualidade para competir com produtos importados).
Outras medidas adotadas pelo plano foram: a substituição da moeda, o Cruzado Novo, pelo Cruzeiro; congelamento de preços e salários posteriormente corrigidos pela inflação; e demissão de funcionários públicos, como medida para reduzir a dívida pública. Hoje, a Secretaria de Recursos Humanos, do Ministério do Planejamento, possui uma comissão especial que julga os processos de retorno à administração pública desses funcionários demitidos no governo Collor. 


No entanto, o cientista político diz que o Plano Collor também teve resultados positivos. "Uma coisa boa que o plano fez foi introduzir no Brasil uma agenda neoliberal, continuada no governo Fernando Henrique Cardoso e que está até hoje na agenda política brasileira, para ser implementada. De um modo geral, houve uma mudança da visão do governo em relação ao papel do Estado na economia. Por tudo isso, acredito que do ponto de vista da abertura econômica e da modernização da economia, o plano foi positivo", diz.
O professor da UnB, no entanto, não arrisca uma opinião sobre o que deu errado no Plano Collor. "Ainda não está muito claro se foi um erro político ou econômico. Mas certamente, o confisco das poupanças e contas correntes foi uma surpresa", afirma.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Cargo de CIO está perdendo o glamour, diz consultor

O crescimento dos contratos de outsourcing de TI está reduzindo a importância do cargo de CIO. A afirmação é do consultor da consultoria A.T.Kearney, Antonio Almeida, que conhece bem essa função. Ele já esteve do outro lado como CIO da Klabin. Hoje, ao ajudar empresas na implantação de projetos de TI, constata que essa profissão já não tem tantos atrativos.
“O CIO está perdendo o glamour”, percebe o consultor, formado em Engenharia pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), e com pós-gradução em Ciências da Computação pela Universidade de Michigan e MBA pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Almeira observa que em algumas organizações o Chief Information Officer, que era subordinado ao presidente, passou a se reportar ao executivo financeiro (CFO), que bate o martelo nos projetos. Essa mudança se deu, principalmente, com a pressão por redução de custos.
Outro fator que reduz o escopo do papel do CIO, segundo Almeida, é a disseminação da tecnologia, que desmistifica o tema, fazendo com que com executivos de outras áreas também o conheçam - mesmo que não na mesma profundidade. “Isso fez com que TI perdesse o monopólio das discussões sobre tendências tecnológicas e suas aplicações”, diz o consultor.
Muitos dos serviços antes internos estão sendo realizados por terceiros. Com esse movimento, Almeida chama a atenção dos CIOs para não se tornarem meros gerenciadores de contratos de outsourcing. O consultor discorda de que os diretores de TI estão perdendo espaço por falta de conhecimento de negócios.
“Há pelos menos 15 anos acompanho as discussões de que o novo CIO tem que ser ligado nos negócios”, afirma Almeida. Ele acredita que ter esse perfil só não basta. Em sua opinião, os executivos da área precisam ser políticos, algo que não é muito simples. O consultor destaca que é importante desenvolver essa habilidade, uma vez que tecnologia é uma área meio e não atividade fim dos negócios e em muitos casos é vista com algo que vai gerar custos.
Diante desse quadro, o consultor da A.T.Kearney percebe falta de interesse dos jovens para a carreira de CIO. Seu termômetro são as escolas de negócios pouco procuradas por profissionais que querem ser executivos de TI. Talvez, de acordo com ele, pela perspectiva no mercado e também porque o diretor de tecnologia da informação raramente consegue chegar ao topo e se tornar presidente de uma companhia.

Fonte: cio.uol

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Executivo cria metodologia para acelerar a recolocação profissional



CIO/EUA
Publicada em 12 de fevereiro de 2010 às 08h00


Depois de 11 meses em que deixou a posição de CIO da rede norte-americana de academias de ginástica Club One, Henry Hirschel foi contratado como diretor de TI da fabricante de soluções para telecom NextG Networks. A história do executivo poderia ser mais uma de tantas no mercado se ela não tivesse uma peculiaridade: Hirschel criou uma metologia para acelerar seu processo de recolocação profissional.
Com o intuito de reduzir a ansiedade natural que um executivo desempregado tem quando dispara seu currículo no mercado e não recebe o retorno, ele decidiu utilizar a internet – por meio de seu site pessoal, blog e LinkedIn – para monitorar o interesse de potenciais empregadores. O principal objetivo era identificar quem estava checando seus dados na Web e, com isso, descobrir se alguma das empresas para as quais ele tinha se apresentado estava interessada nele.
Outra estratégia foi permanecer em evidência na internet. Para tanto, Hirschel criou uma disciplina de sempre manter seu blog e seu site atualizado com textos interessantes e participar ativamente das comunidades no LinkedIn. Com isso, segundo ele, em pouco tempo, as ferramentas de busca na internet passaram a citar seus conteúdos sempre que as pessoas digitavam termos como “Henry Hirschel”, “balanced scorecard” e “melhoria de processos”.
Também como resultado de sua maior participação no LinkedIn, o executivo conta que conseguiu expandir sua rede de contatos, uma vez que mais pessoas demonstrarm interesse em fazer parte do seu círculo de amigos virtuais e ele passou a investir em um relacionamento mais intenso com esses profissionais.
“A rede de contatos realmente é o meio mais eficaz de se recolocar no mercado”, afirma Hirschel. Prova disso é que ele foi informado da vaga na sua companhia atual por uma executiva que conheceu em uma rede social. Ela estava pleiteando o cargo de diretora de recursos humanos na NextG Networks e, durante a entrevista de emprego, a responsável pela seleção a informou de todas as outras posições em aberto na organização. Quando soube que o posto de diretor de TI estava vago, logo lembrou de Hirschel, entrou em contato com ele, que enviou o currículo à empresa e, depois de algumas etapas de processo seletivo, foi contratado em 14 de dezembro de 2009.

Fonte: cio.uol

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Por que os gestores falham no uso do marketing pessoal

A construção de uma imagem positiva dentro da empresa representa uma das principais dificuldades enfrentadas pelos CIOs no que diz respeito ao desenvolvimento de carreira. Mesmo reconhecendo a importância do marketing pessoal na evolução profissional, os gestores de TI geralmente têm dificuldades em praticar ações para desenvolver essa habilidade no seu dia-a-dia.
De acordo com a especialista em imagem profissional e fundadora da consultoria de carreira Aspire, Randi Bussin, o interesse dos CIOs pelas técnicas de marketing pessoal aumentou nos últimos anos. Muito dessa preocupação deve-se ao fato de que houve um enxugamento das vagas disponíveis para gestores de TI, ao mesmo tempo em que os profissionais de áreas de negócio passaram também a ser vistos como aptos para responder pelo departamento de tecnologia.
Para a autora do livro “You are a Brand” (lançado em português como “Você é a Marca”), Catherine Kaputa, a imagem que um profissional passa a seus interlocutores é tão ou mais importante do que seu currículo. “Isso porque, no mundo corporativo, as habilidades muitas vezes vistas como secundárias são aquelas que realmente levarão alguém ao sucesso”, afirma a especialista.
Catherine explica que essas capacidades menores - as quais incluem saber gerenciar pessoas, cativar colegas de trabalho, a forma de se relacionar com superiores e subordinados - são o verdadeiro caminho para alcançar os objetivos profissionais. “Bons currículos muitos podem ter, mas a credibilidade transmitida durante uma entrevista ou apresentação é insubstituível”, analisa a autora.
Quanto aos obstáculos para os CIOs terem um marketing pessoal adequado, as especialistas elencam um conjunto de fatores que podem atrapalhar esses profissionais:
1. Alguns não gostam de admitir que questões práticas podem influenciar o avanço de suas carreiras. “Muitos dos profissionais de tecnologia frustram-se ao notar que hoje as regras acadêmicas não levam ao sucesso no ambiente corporativo”, diz Catherine. Ela defende que na escola esses gestores deparavam-se com a realidade de que, se estudassem bastante, seriam reconhecidos. No entanto, segundo a especialista, no trabalho a inteligência não basta para determinar o sucesso.
2. Eles não gostam da ideia de que a aparência é importante. Concordando ou não, a imagem de uma pessoa é estritamente ligada a sua aparência. “Existem estudos comprovando que a maneira como as pessoas são vistas pelas outras podem determinar se conseguirão um emprego, ou não, por exemplo”, afirma Catherine, que complementa: “Quem quiser ser um vice-presidente de tecnologia deve ter em mente que representará a empresa perante os diversos públicos com o qual ela se relaciona e, por isso, deverá estar muito bem arrumado.”
3. Eles não enxergam o todo, no que diz respeito a si mesmo. Segundo Randi, para alguns CIOs é extremamente difícil identificar quais são seus pontos fortes que devem ser destacados na construção da marca pessoal. “Eles precisam ser tão detalhistas no dia-a-dia que se tornam destreinados no momento de olhar para o todo”, afirma ela.
4. Muitos não gostam de se promover. A autopromoção, que representa uma das chaves do marketing pessoal, é natural para algumas pessoas, mas não para os gestores de TI. Eles precisam entender como comunicar suas habilidades e demonstrar que geram vantagem competitiva às empresas nas quais atuam.

Fonte: cio.uol