quinta-feira, 10 de março de 2011

Brasil é o único entre os emergentes sem universidades 'top'


O Brasil avança na economia, mas tem um longo caminho a percorrer na educação. O país é o único dos BRICs a não ter nenhuma instituição de ensino superior entre as cem mais bem avaliadas por acadêmicos no mundo todo.
Brasil fica no 88º lugar em ranking da Unesco
É o que mostra o novo ranking divulgado nesta quinta-feira pela THE (Times Higher Education), principal referência no campo das avaliações de universidades no mundo, que é baseada em Londres.
A Rússia aparece com a Universidade Lomonosov, de Moscou, na 33ª posição. A China tem cinco universidades no ranking (duas em Hong Kong e uma em Taiwan). A melhor é a Tsinghua, de Pequim, no 35º lugar. O Instituto Indiano de Ciência está na 91ª colocação.
Foram ouvidos 13.388 acadêmicos de 131 países para chegar à lista das universidades com melhor reputação
São estudiosos com, em média, mais de 16 anos de trabalho em instituições de ensino superior e 50 trabalhos científicos publicados.
Na liderança, mais uma vez, aparece a americana Harvard, que também lidera o ranking geral da THE divulgado em setembro de 2010 e que a Folha publicou com exclusividade no Brasil.
A diferença entre os rankings é que o geral leva em conta 13 critérios --relação estudante/professor, quantidades de alunos e professores estrangeiros, número de trabalhos científicos publicados, ênfase em pesquisa etc.
O índice de reputação, divulgado pela primeira vez pela THE, considera apenas a imagem que as instituições têm entre os acadêmicos.
Foi pedido que apontassem, entre mais de 6.000, até dez universidades como as melhores do mundo em seus campos específicos.
HARVARD
Os Estados Unidos são o grande destaque, com sete universidades entre as dez primeiras e 45 entre as cem.
Em seguida vem o Reino Unido, com duas entre as dez primeiras (Oxford e Cambridge) e 12 no total.
A surpresa é a Universidade de Tóquio, que aparece na oitava posição. No ranking geral, ela está no 26º lugar.
A Rússia também se destaca. A Lomonosov, em Moscou, é a 33ª com melhor reputação, apesar de nem constar do ranking geral da THE.
Com mais de 50 mil alunos, tem 11 ganhadores do Nobel e investe dinheiro público e privado em pesquisas.
Segundos especialistas, é justamente a falta de investimento em pesquisa que deixa as universidades brasileiras fora desses rankings.
Phil Baty, um dos responsáveis pelo estudo, diz que os rankings baseados em critérios objetivos são muito importantes, mas defende também os de reputação.
"Neste momento em que há uma grande disputa global pelo mercado de alunos e professores, uma boa reputação no meio acadêmico é crucial", afirma Baty.
Fora o Reino Unido, a Europa não aparece bem no ranking. A universidade suíça mais bem colocada está em 24º lugar. A alemã, em 48º. Nenhuma francesa está entre as 50 primeiras.
Itália, Espanha e Portugal não figuram no ranking.
VEJA O RANKING COMPLETO
RankingInstituiçãoPaís
1Universidade HarvardEUA
2Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)EUA
3Universidade de CambridgeReino Unido
4Universidade da Califórnia, BerkeleyEUA
5Universidade StanfordEUA
6Universidade de OxfordReino Unido
7Universidade PrincetonEUA
8Universidade de TóquioJapão
9Universidade YaleEUA
10Instituto de Tecnologia da CalifórniaEUA
11Imperial College de LondresReino Unido
12Universidade da Califórnia, Los AngelesEUA
13Universidade de MichiganEUA
14Universidade Johns HopkinsEUA
15Universidade de ChicagoEUA
16Universidade CornellEUA
17Universidade de TorontoCanadá
18Universidade de KyotoJapão
19Universidade College LondonReino Unido
19Universidade de MassachusettsEUA
21Universidade de Illinois em Urbana-ChampaignEUA
22Universidade da PensilvâniaEUA
23Universidade ColúmbiaEUA
24Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, em ZuriqueSuíça
25Universidade de WisconsinEUA
26Universidade de WashingtonEUA
27Universidade Nacional de CingapuraCingapura
28Universidade Carnegie MellonEUA
29Universidade McGillCanadá
30Universidade da Califórnia, em San DiegoEUA
31Universidade da Colúmbia BritânicaCanadá
31Universidade do Texas, em AustinEUA
33Universidade Lomonosov, em MoscouRússia
34Universidade da Califórnia, em San FranciscoEUA
35Universidade TsinghuaChina
36Universidade DukeEUA
37London School of Economics and Political ScienceReino Unido
38Universidade da Califórnia, em DavisEUA
39Instituto de Tecnologia da GeórgiaEUA
40Universidade NorthwesternEUA
41Universidade da Carolina do Norte, em Chapel HillEUA
42Universidade de Hong KongHong Kong**
43Universidade de PequimChina
43Universidade de MinnesotaEUA
45Universidade de EdinburgoReino Unido
45Universidade de MelbourneAustrália
47Universidade PurdueEUA
48Universidade de MuniqueAlemanha
49Universidade de Tecnologia de DelftHolanda
50Universidade OsakaJapão
51-60*Universidade Nacional AustralianaAustrália
Instituto KarolinskaSuécia
Universidade de Nova YorkEUA
Universidade Estadual de OhioEUA
Universidade Nacional de SeulCoreia do Sul
Universidade TohokuJapão
Instituto Tecnológico de TóquioJapão
Universidade da Califórnia, Santa BárbaraEUA
Universidade de PittsburghEUA
Universidade de SydneyAustrália
61-70Universidade BostonEUA
Escola PolitécnicaFrança
King's College de LondresReino Unido
Universidade Estadual da PensilvâniaEUA
Universidade Técnica de MuniqueAlemanha
Universidade da FlóridaEUA
Universidade de ManchesterReino Unido
Universidade de Maryland, College ParkEUA
Universidade de ZuriqueSuíça
Universidade UppsalaSuécia
71-80Escola Politécnica Federal de LausanneSuíça
Universidade Humboldt de BerlimAlemanha
Universidade LundSuécia
Universidade Estadual de MichiganEUA
Universidade Estadual de Nova Jersey, RutgersEUA
Universidade do ArizonaEUA
Universidade do ColoradoEUA
Universidade do Sul da CalifórniaEUA
Universidade UtrechtHolanda
Universidade Washington, Saint LouisEUA
81-90Universidade Católica de LeuvenBélgica
Universidade IndianaEUA
Universidade LeidenHolanda
Universidade National de TaiwanTaiwan*
Universidade Ruprecht Karl de HeidelbergAlemanha
Universidade Texas A&MEUA
Universidade de AmsterdãHolanda
Universidade de BristolReino Unido
Universidade de LeedsReino Unido
Universidade de QueenslandAustrália
91-100Universidade Hong Kong de Ciência e TecnologiaHong Kong**
Instituto Indiano de CiênciaÍndia
Instituto de Ciência e Tecnologia Avançada da CoreiaCoreia do Sul
London School de Higiene e Medicina TropicalReino Unido
Universidade Tecnológica de NanyangCingapura
Universidade de HelsinqueFinlândia
Universidade de Paris, Pantheon-SorbonneFrança
Universidade de SheffieldReino Unido
Universidade de VienaÁustria
Universidade de WaterlooCanadá
Fonte: Times Higher Education
* A partir da 51ª posição, como as diferenças são pequenas, os autores do ranking decidiram agrupar as universidades em grupos de 10, listados em ordem alfabética
** Hong Kong é uma região administrativa especial da China
* Taiwan é, oficialmente, uma província da China embora funcione de fato como entidade política autônoma
FONTE: folha.uol

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Interagir fora da empresa com colegas ajuda a aumentar produtividade


Há quem considere o almoço com colegas  da empresa ou a participação em happy hours uma imensa cilada. Contudo, de acordo com o headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Clayton Pinto, momentos como estes podem ajudar a melhorar a produtividade.
“São nos momentos de interação fora do ambiente de trabalho que as pessoas se conhecem um pouco melhor e, assim, por admirar seus pares, tenham uma razão a mais para trabalhar naquele lugar. Tenham orgulho do time e acabem aumentando a produtividade ”, diz.
O contrário, ou seja, não participar de consecutivos eventos, explica, pode acabar dando uma falsa impressão de arrogância e prejudicar a carreira do profissional tanto dentro como fora da empresa.


Contato
Além de ajudar na produtividade, a interação com colegas da empresa fora do ambiente de trabalho é importante para fomentar a rede de relacionamentos.
“Por isso, é importante cuidar da imagem nestes momentos e não fazer nada de forma exagerada, sobretudo nos happy hours, quando há bebida. Um comportamento inadequado nestes momentos pode marcar um profissional e fazer com que, no futuro, um colega deixe de indicá-lo para uma posição, pois tudo é questão de credibilidade”.
Além disso, orienta, para ter sucesso nos momentos de descontração, evite falar de assuntos polêmicos, como religião e política e, em hipótese alguma, fale mal de alguém da empresa. Contudo, alerta, esteja preparado para falar de trabalho, já que nessas ocasiões o assunto é praticamente inevitável.


Líder
No que diz respeito ao líder, o headhunter da De Bernt diz que, se ele for convidado, é importante participar. Neste caso, contudo, tanto líder como subordinados devem ter atenção redobrada ao comportamento, já que o primeiro serve de exemplo e os segundos certamente estarão de alguma forma sob avaliação.
Por outro lado, se o líder não for convidado, mas quiser convidar sua equipe, o ideal é que faça isso para comemorar uma meta atingida, por exemplo, algo que, inclusive, é considerado simpático pelos colaboradores.

Fonte: infomoney

Carreiras: o mercado de TI e seus desafios


O avanço tecnológico vem transformando o ambiente das corporações dos mais diversos ramos de atividade, já que algumas empresas passaram a dar mais atenção à área de TI.
Esse dinamismo faz com que as empresas entrassem no mercado dispostas a buscar profissionais capacitados, como forma de suprir a constante demanda tecnológica.

“Devido a essa questão, as exigências pela alta qualificação de profissionais de TI têm crescido muito. O mercado está carente e há uma grande dificuldade para encontrar pessoas que atendam às exigências das vagas de TI”, afirma a coordenadora de Recursos Humanos da empresa de tecnologia Senior ES, Marceliny Selia Baldo.
Segundo a especialista, algumas profissões voltadas à programação e ao desenvolvimento de aplicação, gestão de projetos e arquitetura de colaboração serão as áreas que mais demandarão profissionais de TI em 2011.


Vistas para o mercado

No caso da Senior ES, a demanda é por profissionais da área de projetos de implantação de sistemas, em que a exigência por uma boa qualificação e habilidades comportamentais é ampla.
No geral, explica Marceliny, as empresas buscam pessoas com capacitações técnicas de qualidade, que possuam certificações específicas para área, cursos de idiomas e diferenciais em termos de comportamento.
Cada vez mais as organizações precisam de profissionais de TI que tenham conhecimentos em gestão e saibam lidar com pessoas. A contratação de pessoas com esse perfil tem sido complicada.
"Além de uma série de habilidades técnicas, o profissional de TI, assim como pessoas de qualquer outra área, precisa ter atitude, um plus que o diferencie dos demais. Ele precisa ser comprometido com a realização de seus serviços e com a sua carreira. É essencialinvestir constantemente em cursos de atualização de novas tecnologias e treinamentos comportamentais", explica a coordenadora.


Emprego

As oportunidades para os profissionais de TI estão em todos os lugares. Hoje, não são só as empresas de softwares que precisam de colaboradores. As oportunidades se ampliaram para os diversos segmentos da economia brasileira, onde a tecnologia é vista cada vez mais como um fator competitivo.
"Depende muito da região e do tamanho da empresa, mas, numa média, os salários para os profissionais de TI estão em alta, bem acima de outras áreas, quando realizamos uma comparação", diz Marceliny.
Por essa razão, para se dar bem na área, é essencial que os interessados gostem de novas tecnologias e de mudanças, além de sempre adquirirem novos conhecimentos e habilidades.

Fonte: infomoney

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Google punirá na web empresas que tratarem mal seus clientes


O Google anunciou na quarta-feira (1) que desenvolveu um novo algoritmo que penaliza, automaticamente em seu sistema de buscas, as empresas que tratam mal seus clientes.

A decisão é uma reposta a uma reportagem do jornal americano "The New York Times". Segundo a matéria, uma empresa conseguiria registrar ascensão nas buscas do Google impulsionada pelo elevado número de críticas negativas.
“A principal premissa da reportagem foi de mostrar que ser mau na internet pode ser bom para o negócio”, explicou o engenheiro-chefe do Google, Amit Singhal. Ele acrescentou que sua equipe se “horrorizou” ao conhecer a história. O jornal relatou que as queixas dos usuários na web favoreciam a visibilidade das companhias no Google, uma notoriedade que atraía novos clientes.

A modificação, que foi qualificada de “solução inicial”, prejudica a posição no ranking do Google de companhias citadas na reportagem, assim como a de outras “centenas” que, na opinião da empresa, “oferecem aos usuários uma experiência extremamente pobre”.


Fonte: g1.globo.com

domingo, 7 de novembro de 2010

Mais uma do Érico Veríssimo

Eu tomo um remédio para controlar a pressão.
Cada dia que vou comprar o dito cujo, o preço aumenta.
Controlar a pressão é mole. Quero ver é controlar o preção.
Tô sofrendo de preção alto,
O médico mandou cortar o sal.
Comecei cortando o médico, já que a consulta era salgada demais.
Para piorar, acho que tô ficando meio esquizofrênico. Sério!
Não sei mais o que é real.
Principalmente, quando abro a carteira ou pego extrato no banco.
Não tem mais um Real.
Sem falar na minha esclerose precoce. Comecei a esquecer as coisas:
Sabe aquele carro? Esquece!
Aquela viagem? Esquece!
Tudo o que o barbudo presidente prometeu? Esquece!
Podem dizer que sou hipocondríaco, mas acho que tô igual ao meu time:
- nas últimas.
Bem, e o que dizer do carioca? Já nem liga mais pra bala perdida...
Entra por um ouvido e sai pelo outro.

Faz diferença...
"A diferença entre o Brasil e a República Checa é que
a República Checa tem o governo em Praga
e o Brasil tem essa praga no governo"

Luiz Fernando Verissimo

Não tem nada pior do que ser hipocondríaco num país que não tem remédio .